O ciclo de vida BPM

BPM ou Business Process Management é o conceito que define a gestão por processos. E processo é o ciclo que determinada atividade deve percorrer dentro de uma empresa. Até então ok, há diversos posts no blog que falam sobre isso.

Mas como é esse ciclo? O que é necessário para obter um resultado satisfatório? O que é preciso fazer? Segundo o CBOKGuia para o gerenciamento de processos de negócio, que é mantido pela ABPMP (Association of Business Process Management Professionals), um ciclo BPM envolve 6 etapas. Porém a quantidade de etapas pode variar conforme a maturidade da empresa na utilização do conceito BPM.

Vamos explicar um pouquinho sobre essas etapas:

1. Planejamento e estratégia: Este é o momento de desenvolver uma estratégia dirigida para processos. Pois tal desenvolvimento oferecerá estrutura e direcionamento para a gestão contínua dos processos e seu objetivo macro deve estar alinhado com os da empresa e para isso, é necessário ter conhecimento sobre as metas da empresa.

2. Análise de processos de negócio: A análise do processo é quando serão validadas as informações antes da ação efetivamente. É quando o contexto no qual as metas e objetivos estão inseridos são medidos e suas variáveis, como fatores externos, são identificadas.

3. Desenho e modelagem: Na prática, as pessoas tendem a achar que sabem como o processo funciona, mas ao desenhá-lo é possível identificar as falhas, repetições e fases desnecessárias. Portanto o desenho do processo é sua materialização. É neste momento que perguntas como: O quê, quando, onde, quem e como serão respondidas. Conforme comentado acima, essas três primeiras fases podem variar conforme a maturidade da empresa na prática de BPM. Elas podem se tornar uma fase com três etapas, ao invés de três fases. Consequentemente despende de menos tempo.

4. Implementação de processos: Agora é à hora da ação: quando o desenho é posto em prática. É o momento também de pequenos ajustes.

5. Monitoramento e controle: Monitorar ajuda a prover informações sobre o desempenho através de métricas. E ajuda a pensar em ações de refinamento.

6. Refinamento: Mediante os resultados é preciso fazer uma melhoria ou redesenho de determinado processo. O monitoramento deve ser contínuo para que os resultados sejam alcançados. E assim, obtemos a satisfação da empresa. Lembrando que a prática de BPM ajuda as empresas a alcançarem a excelência operacional, além dos diversos benefícios, como redução de custos, agilidade e acompanhamento real das métricas. A Lecom é grande apoiadora da prática, além de fornecer solução para a automação de processos, o AtosBPM.

2 Comentários


  1. Acho importante salientar apenas que o BPM CBOK 3.0 eliminou a tentativa de realizar o entrelaçamento entre as áreas de conhecimento e as etapas de um ciclo de vida específico para o gerenciamento por processos (apresentado neste artigo) e passou a utilizar para suas discussões o PDCA de Deming (mas, ainda assim, é apenas uma referência para discussões).

    Logicamente o ciclo mencionado continua sendo bastante válido, mas o BPM CBOK já não o referencia mais da mesma forma que referenciava em sua versão anterior.

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    1. Lecom

      Bom dia, Fábio!

      Agradecemos as observações. Se puder nos enviar este conteúdo seria interessante para podermos aprimorar o conteúdo aqui do Blog Lecom e produzirmos um novo post sobre o assunto.

      Abraços!

      Responder

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